Em 1936, a pedido do ministro Gustavo Capanema, o escritor Mário de Andrade escreveu um anteprojeto para um serviço de proteção do patrimônio. A ideia dele era ampla: incluía o patrimônio popular, as festas, os saberes e a música, não só os prédios.
Em 1937, o governo Vargas criou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade, e o Decreto-Lei nº 25 criou o instrumento do tombamento. Na prática, a visão que prevaleceu foi a do patrimônio edificado: igrejas barrocas, casarões coloniais, cidades históricas.
Por que importa
O SPHAN virou o IPHAN e é, até hoje, a instituição federal de cultura mais antiga. A visão ampla de Mário de Andrade só voltaria décadas depois, com o registro do patrimônio imaterial (2000) e com o programa Cultura Viva (2004).